terça-feira, 28 de maio de 2013

Reciclagem de Pneus

Sessão Reciclagem: como se reciclam os pneus
 

Hoje na sessão reciclagem falaremos sobre a reciclagem de pneus! Sabemos que a reciclagem é uma ação fundamental para manter o bem ambiente saudável, mas, nesse caso, é lei! As empresas fabricantes de pneus, bem como as importadoras, são obrigadas a reciclar os pneus desde 1999, pela Política Nacional do Meio Ambiente (artigo 94º) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente – Conama (artigo 2º).
Mas e como acontece esse processo? Primeiro, é preciso entender que os pneus podem ser reaproveitados de três maneiras, antes de partirem para a reciclagem. Mas é importante lembrar que essas formas não devem ser usadas em pneus de carros de passeio, porque pode ser perigoso.

A primeira forma de reaproveitamento é quando ele é recauchutado, e somente a borracha desgastada da banda de rodagem e dos ombros é substituída. A segunda é quando ele é recapado, e somente a parte da borracha em contato com o solo é reposta. Esse caso é feito para pneus de transporte de carga, como caminhões e ônibus. E a terceira é o quando o pneu é remoldado, e toda a parte externa, a banda de rodagem e os flancos são revistidos por uma nova camada de borracha.
Porém, existem também os pneus inservíveis, que são aqueles que não dá pra “reaproveitar”. E esses vão mesmo para a reciclagem. Embora existam muitos custos, os pneus podem resultar em diversos materiais. Um pneu pode ser reciclado e virar móveis, chinelos, vasos, asfalto e até material de construção ecológico.
O processo de reciclagem de pneus radiais começa com uma máquina que separa a borracha dos demais componentes. Depois, o pneu segue numa esteira para uma máquina onde são moídos. Em seguida, o pó e retalhos dos pneus são usados para os mais diversos fins. Veja abaixo alguns exemplos criativos feitos de reciclagem de pneus sem o processo de trituração.
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Com informações de Ecobalbo e HowStuffWorks.

Nova utilidade para a velha lâmpada

Veja como fazer para reutilizar o bulbo de vidro das incandescentes e transformá-lo em decoração

Por enquanto, a maioria das casas ainda usa lâmpadas incandescentes. Essa realidade está mudando aos poucos, com a gradativa substituição por modelos fluorescentes ou de LED.  No Brasil, o processo ainda está no começo, mas no exterior as lâmpadas já estão mais descartadas e, com isso, começaram a ser encontradas formas criativas de usar o bulbo de vidro das incandescentes.
terrário lâmpada















No site Etsy, que comercializa produtos feitos a mão, são várias as opções de terrário. O construído em um bulbo de lâmpada incandescente chama a atenção especialmente por dar um destino legal, além de fofíssimo, para um material que ninguém mais vai utilizar.
vasos lâmpada















Outra opção é criar pequenos vasos num arranjo suspenso.
O site Care2 dá dicas para que você faça um igual.
lâmpada romântica























Também é possível uma versão romântica para as lâmpadas que não são mais usadas. É um enfeite de mesa para presentear a quem se ama, sugerindo que ela é “luz da sua vida”.
terrário lâmpada















Para quem quer se arriscar a fazer seu próprio terrário em casa, o Etsy traz o passo a passo e facilita o processo. Primeiro, veja o que é necessário para começar:
- Lâmpada transparente velha
- Areia
- Musgo artificial
- Muda de planta (escolha uma que não precise de água)
- Alicate
- Parafuso de cabeça chata
- Pinça
- Luvas de borracha
- Óculos de segurança
- Tigela ou caixa de papelão

Passo 1 - Organize o seu espaço de trabalho: coloque uma caixa de papelão ou um pedaço de papel embaixo para apanhar os restos (há muito, e ele vem na forma de cacos de vidro). Coloque em suas luvas e óculos de segurança para não ter acidentes.
primeiro passo lâmpada










Passo 2 - Retire a ponta de metal da lâmpada: comece por puxar a ponta de metal na parte inferior do bulbo usando o alicate. Uma vez que você pegar o lado, fica mais fácil de puxá-la.
miolo preto lâmpada










Passo 3 - Retire o miolo de vidro preto: essa é a parte mais difícil. É preciso esmagar a peça preta de vidro com o alicate. Feito isso, puxe para fora. Esse processo pode ser mais demorado, levando uns minutos para conseguir tirar tudo.
parte interna lâmpada










Passo 4 - Retire a parte interna: depois de quebrar o vidro preto, é hora de tirar as “vísceras” da lâmpada. Pegue uma chave de fenda de ponta chata e insira no bulbo. Dobre o punho para baixo, puxando devagar. Mesmo com cuidado para não quebrar a lâmpada, é necessário ter bastante firmeza nesse momento.
areia lâmpada










Passo 5 - Adicione areia e material vegetal: comece por acrescentar um pouco de areia como base. Cerca de três ou quatro colheres de sopa, dependendo do tamanho do seu bulbo. Adicione a muda de planta usando a pinça.
Preste atenção, pois há uma lista sobre o que fazer ou não quando se trata de o que colocar no seu terrário:
> Use areia ou pequenas pedras.
> Use de plantas de ar que não precisam de água.
> Coloque em seu terrário um pouco de água.
> Não use musgo vivo, é muito exigente para sobreviver neste ambiente. Em vez disso, use musgo preservado.
> Não use terra.
> Não mantenha o terrário no escuro.

Reciclagem de lixo eletrônico na USP aproveita até último parafuso de PCs antigos

JULIANA CARPANEZ||Do UOL Tecnologia
  • Fabiano Cerchiari/UOL Monitores descartados no Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática)
ÁLBUM DE FOTOS
Fabiano Cerchiari/UOL
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Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.
No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.
Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.
No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou ao UOL Tecnologia. “Uma hora a gente encontra a placa certa."
  • Fabiano Cerchiari/UOL Técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza, do Cedir, desmonta máquinas doadas e monta computadores com peças usadas
Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.
Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.
5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.
Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.
  • Fabiano Cerchiari/UOL “As empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco for metais preciosos, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE
“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema”, contou ao UOL Tecnologia Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. “A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.
Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados). Completo, cada PC pesa cerca de 10 kg.
Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.
Tamanho do problema
A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.
Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles há metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres, como indica este mapa.